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Últimas notícias sobre Ciência e Saúde, com todas as novidades do mundo científico, avanços da medicina e informações para a manutenção de uma vida saudável.
  1. Lucianadadalto
    O ideal é que o documento seja redigido com a ajuda de um médico de confiança, cujo papel será de orientar a pessoa em relação aos termos técnicos Advogada explica detalhes para testamento vital Luciana Dadalto é jovem, tem um filho de 2 anos e esbanja energia, mas sua causa é o fim da vida. Com toda a dignidade possível. Advogada e fundadora do portal Testamento Vital, é doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da UFMG e mestre em Direito Privado pela PUC-Minas. Há dez anos pesquisa, escreve e dá palestras sobre a importância do testamento vital, documento que manifesta as vontades da pessoa, em pleno gozo de suas faculdades mentais, sobre como gostaria de ser cuidada pela equipe médica quando estiver com uma doença grave, incurável e terminal. E por que isso é tão relevante? “Vivemos numa cultura de prolongamento artificial da vida. Quando se fala em testamento vital, há quem pense que se trata de um salvo-conduto para a eutanásia, quando não é nada disso, até porque a eutanásia é proibida pela legislação. Estamos falando que, mesmo no fim da vida, a vontade do paciente tem que ser respeitada”, afirma. Luciana Dadalto: a ideia é devolver ao paciente o poder de decidir sobre sua vida até o último suspiro Mariza Tavares No fim do mês, irá a Curitiba para conversar com profissionais do Conselho Regional de Medicina. Em maio, estará no Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito de Coimbra, em Portugal, para falar sobre a responsabilidade civil do médico face à distanásia, que é a prática de utilizar todo tipo de esforço para prolongar ao máximo a vida – o que pode resultar em processo judicial se o paciente já tiver se manifestado contra a manutenção artificial da sua existência. Em contrapartida, a ortotanásia é definida como a “a arte de bem morrer”, com a supressão ou limitação de todo tratamento desproporcional diante da iminência da morte. “Os médicos têm grande dificuldade de lidar com o assunto, porque foram treinados para salvar vidas. Até o termo ‘perder um paciente’ encerra a ideia de uma derrota”, diz, acrescentando que esse é o tipo de discussão que deveria permear toda a sociedade, da família aos cursos de medicina: “como cada um entende o conceito de vida? Será que basta o coração bater, ainda que a pessoa esteja entubada e sem chances de recuperação?”, questiona. No Brasil, num cenário de vácuo do poder legislativo, o Conselho Federal de Medicina publicou, em 2012, resolução para disciplinar a conduta do médico. O documento determina como diretivas antecipadas de vontade o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade – por exemplo, em casos como demência avançada, ou estado vegetativo persistente. Por meio das diretivas antecipadas de vontade, o paciente nomeia um procurador para fazer valer suas vontades sobre cuidados médicos no fim da vida. Em Portugal, que promulgou lei a respeito em 2012, é possível fazer as diretivas antecipadas de vontade nos postos de saúde. Quando alguém chega ao hospital, a equipe de plantão acessa o banco de dados e checa as orientações eventualmente dadas. Por aqui, não temos lei, nem banco de dados. Na verdade, o SUS (Sistema Único de Saúde) não dispõe sequer de base unificada para os prontuários. Também não há consenso sobre a melhor forma de garantir esse direito. Muitos médicos alegam que não há necessidade de um documento registrado em cartório, bastando que as vontades do paciente constem da sua ficha no consultório. Luciana Dadalto argumenta que nem sempre será possível acionar o clínico ou geriatra, o que pode levar ao risco de descumprimento das vontades, e lembra que o Colégio Notarial do Brasil tem um banco com os testamentos vitais lavrados em cartório. “Não há obrigatoriedade de registrar o testamento vital, mas, quando isso é feito, há um apoio legal à iniciativa”, sintetiza. O ideal é que o documento seja redigido com a ajuda de um médico de confiança, cujo papel será de orientar a pessoa em relação aos termos técnicos, sem influenciá-la. Em seu site, ela explica em linhas gerais como fazer um testamento vital, e conta que sempre disponibiliza um longo questionário para seus clientes e pede que levem o tempo necessário para pensar sobre as alternativas: “tenho clientes que me devolvem em uma semana, outros levam seis meses. O processo de lidar com a própria finitude é profundo. Há quem elabore até a lista de quem poderá fazer visitas. É fundamental que pessoas próximas e facilmente localizáveis saibam da iniciativa e tenham cópia do documento”. E ressalta que a ideia é devolver ao paciente o poder de decidir sobre sua vida até o último suspiro.
  2. Mata
    Febre amarela do tipo silvestre, como a que já matou mais de 330 pessoas entre 2017 e 2018 no país, evidencia vulnerabilidade de áreas rurais no Brasil. Febre amarela do tipo silvestre torna mais vulneráveis populações que vivem e trabalham na mata Reprodução/TV TEM Ao se despedir do verão, época mais propícia para a expansão da febre amarela, o Brasil começa a fazer um balanço de como a doença se manifestou na população nos últimos meses. Segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde, de julho de 2017 ao início de abril de 2018 foram confirmados 1.127 casos de febre amarela no país, incluindo 331 óbitos. O Sudeste concentra a maioria dos registros (Minas Gerais com 43% dos casos; São Paulo 40%; e Rio 17%). No mesmo período entre 2016 e 2017, foram 712 casos e 228 óbitos. Desta vez, os governos observaram uma expansão da circulação do vírus da febre amarela para regiões metropolitanas. Essa seria a causa do aumento no número de casos, segundo o ministério. Se no período passado a febre amarela circulou por áreas ocupadas por 11,2 milhões de pessoas, no atual, atingiu 35,9 milhões de pessoas. Mas, segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, a população rural continua sendo a mais vulnerável à doença. Isso porque a febre amarela vista hoje no país é do tipo silvestre – ou seja, seu vírus é transmitido por mosquitos que vivem em ambientes de mata, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, as infecções que têm sido registradas ocorrem após a exposição a áreas de floresta, como parques. Desde 1942, o Brasil não tem casos de febre amarela urbana, quando o vetor é o mosquito Aedes aegypti - também transmissor da dengue, chikungunya e zika. Para o Ministério da Saúde, a probabilidade da transmissão urbana da doença no Brasil é "baixíssima". Assim, o impacto da febre amarela em áreas rurais passa a despertar a atenção de pesquisadores para outro aspecto: o efeito da desigualdade sobre surtos recentes da doença, já que essas regiões apresentam indicadores socioeconômicos mais precários e distantes dos radares das autoridades de saúde do país - recebendo bem menos atenção em prevenção e tratamento do que os grandes centros urbanos. Segundo pesquisadora, regiões como o Noroeste mineiro, uma das mais afetadas pela febre amarela, teve baixa cobertura vacinal em comparação com áreas sem casos da doença Reprodução/EPTV "A grande maioria das vítimas é de agricultores pobres", resume Paulo Buss, sanitarista e diretor do Centro de Relações Internacionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Não há dados oficiais que detalhem a situação socioeconômica das vítimas da doença, mas fatores como menor renda e dificuldade no acesso à saúde no campo revelam o papel da desigualdade neste cenário. Confira alguns destes fatores. 1. Rural versus urbano Buss destaca que a exposição à febre amarela frequentemente está ligada ao trabalho em áreas de mata e com rendimento inferior à média nacional, como o extrativismo. "Existe uma clara influência do local de moradia e da ocupação na manifestação dessa enfermidade. Isso não acontece só com a febre amarela, mas também com a malária e outras doenças infecciosas", diz o sanitarista. Outro dado que denuncia o papel da atividade econômica na vitimização pela doença é sua prevalência em homens: segundo o Ministério da Saúde, entre os casos suspeitos registrados desde julho de 2017, 17% foram em mulheres e 83% em homens. Para especialistas, essa diferença vem justamente do contato mais frequente de homens com a mata para fins de trabalho. De fato, indicadores de renda, além de escolaridade e de expectativa de vida, dividem o Brasil rural do urbano. Foi isso que mostrou um estudo conjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e da Fundação João Pinheiro (FJP). Segundo essa pesquisa, considerando dados para 2010, a renda per capita da população urbana é quase três vezes maior do que a da população rural (R$ 882 e R$ 312, respectivamente); na escolaridade, 60% da população urbana com mais de 18 anos concluiu o ensino fundamental, contra 26,5% da população rural; a esperança de vida ao nascer, na cidade, é de 74,5 anos, enquanto no campo é de 71,5 anos. Em 2017, um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP), por sua vez, mostrou que o Noroeste mineiro, com alto número de óbitos por febre amarela na época e baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), teve níveis baixos de cobertura vacinal contra a doença e de orçamento para lidar com crises epidemiológicas. Isso mesmo na comparação com cidades mineiras sem diagnóstico da doença. "Ao cruzar esses dados, a intenção foi considerar a relação entre a desigualdade e o não privilegiamento de ações públicas de saúde. Em Minas Gerais, no ano passado, vimos a priorização da vacinação nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia, por exemplo", aponta Danielle Sanches, pesquisadora da FGV-DAPP. "Também em outros Estados, como no Rio e em São Paulo, vimos a escolha por vacinar mais nas regiões metropolitanas. É importante vacinar nesses locais pela concentração populacional, mas é preciso uma conscientização diante da corrida indiscriminada aos postos. A população alvo da imunização contra a febre amarela são os moradores de áreas rurais". Para a pesquisadora, uma explicação para tais decisões dos governos está no poder de pressão dos moradores de áreas urbanas - e da imprensa, concentrada nessas áreas. 2. Acesso à saúde fora dos grandes centros O estudo da FGV-DAPP mostrou também que os municípios com baixo IDHM no noroeste de Minas não contavam em seu quadro com infectologistas - especialistas médicos cruciais no diagnóstico e tratamento da febre amarela. "Sobretudo no acesso à saúde, as desigualdades entre as áreas urbanas e rurais se manifestam", diz Sanches. O acesso à saúde fora dos grandes centros marca há décadas os debates sobre as deficiências do atendimento médico no Brasil. Para Carolina Batista, diretora médica para América Latina da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês), essas dificuldades não se limitam ao enfrentamento de longas distâncias. "Pessoas que vivem em zonas rurais têm um acesso muito inferior a serviços especializados e de referência, a ferramentas de diagnósticos, medicamentos específicos, entre outros. Em comparação às áreas metropolitanas, isso é extremamente desigual. Mas, ao mesmo tempo que isso impõe um grande desafio, demonstra a enorme pluralidade que temos no nosso país, o que exige pensar o sistema de saúde de forma inovadora", aponta a médica. "No caso da febre amarela, populações rurais são afetadas duplamente. Uma primeira carga vem da própria exposição a vetores de uma doença potencialmente grave como a febre amarela; e uma segunda, do acesso limitado à saúde". Para o sanitarista Paulo Buss, os efeitos da desigualdade na febre amarela se tornam mais evidentes após a contaminação. "Na prevenção, por meio da vacina, excepcionalmente se mitiga a desigualdade no pegar a febre amarela. Mas, depois que se adquire a febre amarela, a letalidade é dependente dos recursos tecnológicos disponíveis, como materiais para hidratação, equipamentos para lidar com um choque hemorrágico e uma UTI. Uma vez adquirida a enfermidade, a desigualdade se torna muito expressiva", diz Buss. 3. Ocupação desordenada Condições precárias de acesso à moradia também podem contribuir com a exposição à febre amarela na medida em que a ocupação desordenada da terra acaba avançando sobre as florestas. "A entrada na franja das florestas, sem um planejamento, acaba expondo a população às áreas de circulação do vírus por meio do mosquito que transmite a febre amarela silvestre. Isso significa uma penetração em ecossistemas aos quais a população humana não está acostumada, em um contexto de mudanças climáticas", diz Buss. Para os especialistas, é justamente essta tendência de ocupação que explica o avanço das fronteiras de circulação da febre amarela. Há uma década, a febre amarela era considerada endêmica (com incidência constante em determinado agrupamento ou região) apenas na região amazônica, o que fazia dali uma área com recomendação permanente para a vacinação. A partir de 2015, observou-se uma expansão da doença para o Centro-Oeste e, posteriormente, para o Sudeste. Hoje, o Ministério da Saúde considera mais vulneráveis as populações de áreas recém-afetadas pelo vírus e que vêm recebendo a chamada vacinação de bloqueio. Mas, justamente pelo avanço da doença, a pasta definiu que, até 2019, todo o país terá recomendação para a vacina. Buss explica que, diferente de outras doenças infecciosas, hoje a febre amarela não tem na falta de acesso ao saneamento um fator importante para sua expansão. "Doenças como a dengue deixam mais vulneráveis populações sem água encanada ou recolhimento regular de lixo, por exemplo. A falta de saneamento facilita a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mas, como a febre amarela no país hoje é a silvestre, não se estabelece uma relação direta com o saneamento", afirma o sanitarista. 4. Doença negligenciada "Doenças negligenciadas" são aquelas que, apesar de prejudicarem milhões de pessoas pelo mundo, possuem investimentos reduzidos em pesquisas, produção de medicamentos e vacinas - pelo pouco interesse que despertam na indústria farmacêutica. Elas costumam ser endêmicas em populações de baixa renda, sobretudo na África, Ásia e América Latina - são doenças negligenciadas de populações negligenciadas, e que muitas vezes foram erradicadas ou controladas em países desenvolvidos. A própria OMS reconhece que a ocorrência dessas doenças "está ligada a uma associação de várias determinantes sociais e em parte porque essas populações não estão em posição de atrair a atenção de tomadores de decisão para os seus problemas e atrair recursos" (no estudo Doenças tropicais negligenciadas: igualdade e determinantes sociais, de Jens Aagaard-Hansen e Claire Lise Chaignat). A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista 20 doenças negligenciadas, entre elas dengue, doença de Chagas, esquistossomose, hanseníase, malária, tuberculose e doença do sono. A febre amarela não está na lista da OMS, mas, segundo Carolina Batista, do DNDi, o conceito é dinâmico e está em constante reavaliação. Para ela, a febre amarela tem todas as características de uma doença negligenciada. Entre elas, está o fato de ser uma doença tropical e infecciosa. Segundo Batista, apesar de ter uma vacina de comprovada excelência - produzida pela Fiocruz -, esta não passou por inovações recentes. Também não há um protocolo de tratamento específico para a febre amarela. "O arsenal terapêutico para o tratamento da febre amarela é limitado. A abordagem é pelo controle dos sintomas e limitação de complicações, como as que podem vir a afetar o fígado", aponta a médica.
  3. Executivos
    Pesquisa italiana tenta entender como pessoas ascendem profissionalmente não por mérito próprio, mas por acaso e sorte. Executivos caminham em corredor de empresa Caia Image/Science Photo Library/New/AFP/Arquivo Às vezes relutamos em creditar nosso êxito na vida à sorte. Preferimos atribuir um ganho material ou um resultado positivo à nossa inteligência, nossas habilidades ou ao trabalho árduo. Mas se nosso sucesso está diretamente relacionado à nossa capacidade, por que parece haver tantas pessoas bem-sucedidas com talento medíocre? E por que será que as pessoas mais inteligentes do mundo não são também as mais ricas? Um novo estudo, escrito por uma equipe de pesquisadores italianos, os físicos Alessandro Pluchino e Andrea Rapisarda, e o economista Alessio Biondo, usou um programa de computador que simula o sucesso definido pela riqueza financeira para mostrar que as pessoas mais bem-sucedidas do mundo não são necessariamente as mais talentosas. Elas são, segundo eles, as mais sortudas. Coisas boas acontecem com pessoas medíocres Para conduzir a pesquisa, os pesquisadores criaram um mundo imaginário, com 1.000 pessoas de diferentes graus de talento em posições aleatórias que foram expostas a acontecimentos de sorte e azar. Cada pessoa começou com a mesma quantidade (10 unidades) de capital. Seu nível de talento (características como inteligência, habilidade ou esforço) influenciava a probabilidade de que seriam capazes de transformar uma oportunidade de sorte em mais capital. Depois de uma simulação de 40 anos, cujo objetivo era representar a carreira de uma pessoa, a distribuição da riqueza parecia péssima, como acontece no mundo real, com uma pequena porcentagem de pessoas obtendo o maior capital. "As pessoas mais bem-sucedidas também eram as mais talentosas? Era de se esperar... Se presumirmos que recompensamos as pessoas mais bem-sucedidas porque são mais talentosas ou inteligentes do que os demais", diz Pluchino. "Mas descobrimos que não é o que acontece. Em vez disso, muitas vezes, as pessoas mais bem-sucedidas têm um talento moderado, mas muita sorte. Descobrimos que há uma correlação entre sorte e sucesso. Deparar-se com uma série de eventos de sorte foi causa de sucesso, mesmo que o talento individual da pessoa fosse inferior. Isso é o que geralmente vemos ao nosso redor no mundo real. Há muitos exemplos de pessoas que não consideramos particularmente inteligentes, mas que de certa forma alcançam um bom nível de riqueza e sucesso", explica o pesquisador. É preciso um certo nível de talento para explorar essas oportunidades de sorte, dizem os especialistas, e esse "talento" pode ser qualquer coisa, desde inteligência até trabalho duro. Mas só talento não é suficiente. Na simulação, as pessoas que tinham o maior nível de talento representavam apenas uma pequena parcela de pessoas bem-sucedidas. Mudanças nos bônus Os resultados desse estudo podem ter implicações na maneira como os formuladores de políticas e as agências de financiamento distribuem oportunidades. Um exemplo é a distribuição de subsídios financeiros para pesquisa acadêmica. E isso pode significar que as pessoas mais talentosas - quem têm maior probabilidade de levar inovação adiante - terão uma chance melhor de brilhar. A equipe encontrou várias alternativas que podem mudar a forma como atualmente recompensamos pessoas que já são bem-sucedidas. Em vez de distribuir bônus para executivos de alto desempenho, por exemplo, uma estratégia seria dar uma pequena quantia de dinheiro para todos - algo mais eficaz do que o sistema meritocrático na simulação por computador. Mesmo distribuir dinheiro a 25% dos funcionários aleatoriamente (independentemente do seu desempenho prévio) beneficiou uma percentagem mais elevada de gente talentosa, em relação a casos em que a recompensa é dada apenas às pessoas mais bem-sucedidas. Mas o desempenho no passado não é garantia de um desempenho no futuro, adverte Biondo. "Se você valorizar o mérito exclusivamente pelos resultados passados, ao perceber que seus resultados passados ​são fruto não apenas do talento, mas também de eventos aleatórios de sorte, você verá que está recompensando a sorte, não o mérito", diz. Essa conclusão tem implicações interessantes para a sociedade como um todo e poderia criar mais oportunidades para pessoas em todos os setores. "Melhorar a educação, saúde, tudo isso faz parte do projeto", diz Rapisarda. "Ao expor as pessoas, especialmente na juventude, a acontecimentos com mais fortúnios, você oferece mais oportunidades para que talentos ocultos surjam na sociedade", acrescenta. Os ricos ficam mais ricos Além de fornecer dados para a elaboração de políticas em um nível macroeconômico, entender o papel da sorte - por exemplo, nascer em um país desenvolvido, ou de pais ricos - é benéfico em nível individual. Na vida, costumamos dar mais atenção aos fatores que parecem nos impedir de ter sucesso, esquecendo todos os outros que nos ajudam. Um estudo de 2016 rotulou nossa tendência de ignorar a sorte como uma espécie de assimetria de "ventos desfavoráveis": nos lembramos de quando superamos barreiras (trabalhando contra um vento contrário), mas muitas vezes negligenciamos as vantagens que recebemos na busca por nossas metas (como um vento favorável). A sorte também pode nos tornar mais generosos. Outro estudo, do autor do livro Sucesso e Sorte: Fortúnios e o Mito da Meritocracia Robert Frank, demonstrou que quando as pessoas se davam conta de como eram afortunadas, ficavam mais propensas a dar dinheiro para caridade. No estudo, três grupos foram convidados a contar um acontecimento positivo. Um grupo foi solicitado a listar as características pessoais que possibilitaram o acontecimento, outro foi solicitado a listar as causas externas que provocaram o evento e um grupo de controle apenas relatou a experiência positiva. Eles receberam um bônus monetário e a oportunidade de doá-lo. Os participantes que listaram causas externas doaram 25% a mais para caridade. "É difícil levar as pessoas a pensar em forças e eventos externos", diz Frank. "Mas achamos que, se você pedir que reflitam sobre isso - perguntando sobre uma ocasião em que tiveram sorte, em vez de dizer que tiveram sorte -, as pessoas se tornam mais generosas e dispostas a contribuir para o bem comum", completa. Por definição, acontecimentos ou experiências de sorte - onde você nasceu, em que família você nasceu, quem você conhece - estão em grande parte fora do seu controle. Dependem do acaso. Mas até mesmo os pesquisadores italianos acreditam que há coisas que podemos fazer para tentar aumentar nossa sorte. "Exponha-se a tantas interações casuais e oportunidades quanto possível", diz Pluchino. "Você ainda precisará de sorte, no entanto. Mas provavelmente você não encontrará oportunidades de sorte se ficar trancado em seu quarto."
  4. Os Fabricantes Do Lifestraw Dizem Que Ele Pode Remover 99.9 Dos Parasitas E Bacterias Presentes Na Agua Nao Tratada
    A contaminação da água ainda mata milhões de pessoas todos os anos, mas uma invenção pode remover os micróbios dela conforme eles são sugados em direção à sua boca. Você beberia essa água? Os fabricantes do LifeStraw dizem que ele pode remover 99.9% dos parasitas e bactérias presentes na água não tratada Zaria Gorvett "Eu não beberia isso se fosse você". O conselho vem de um homem em um barco próximo, que me observava com uma divertida expressão de perplexidade por algum tempo. Estou desajeitadamente deitada à beira do Rio Tâmisa, em Londres, inclinada para colocar um pouco de seu líquido verde e tenebroso dentro da minha garrafa vazia de água. Meu plano maluco começa com um fato alarmante. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 2,1 bilhões de pessoas no planeta que não têm uma fonte segura de água para beber. Consequentemente, mais pessoas morrem ao beber água contaminada todo ano do que de qualquer forma de violência, incluindo guerras. Conforme a população mundial aumenta e as mudanças climáticas pioram, nossos problemas com a água estão ficando cada vez piores. Até 2025, metade da população estará vivendo em locais onde a demanda por água limpa é maior do que seu fornecimento. Há uma nova geração de soluções ousadas, desde purificadores de água que funcionam a base de fezes até máquinas que filtram partículas usando água com gás. Uma dessas é a LifeStraw, um canudo que limpa a água conforme ela passa por uma série de fibras longas e ocas, inseridas em um tubo de plástico. A versão original funciona como um canudo normal, você simplesmente mergulha uma extremidade em alguma água e suga do outro lado. Qualquer coisa maior que dois mícrons - ou um centésimo da grossura de um fio de cabelo humano – ficará preso ali antes de chegar à sua boca. Isso inclui 99,9% dos parasitas e 99,9999% das bactérias, como as que causam cólera, disenteria e febre tifóide. Quando sugada por um LifeStraw, até mesmo a água mais lamacenta fica tão limpa quanto as de riachos de montanhas. Uma ideia nascida há duas décadas Tudo começou em 1996, quando um empreendedor dinamarquês, Mikkel Frandsen, transformou o negócio do seu avô, de confecção de uniformes, em algo que pudesse melhorar a vida de pessoas na África. A primeira versão do LifeStraw foi criada para ajudar a erradicar o verme da Guiné, uma das mais cruéis doenças a persistir no século 21. A doença é causada por uma série de fatores - água suja, infectada por moscas contaminadas por larvas de verme. Se você tiver o infortúnio de beber essa água, os vermes vão ficar maduros e se reproduzir dentro do seu corpo durante vários meses e eventualmente vão aparecer na superfície da sua pele, através da qual eles tentarão passar para sair. O resultado é frequentemente infeccioso e ocasionalmente resulta em membros amputados. É terrivelmente dolorido e não há vacina ou droga que possa tratá-la. Para começar, o canudo contém uma rede simples, que poderia remover insetos relativamente grandes. Ao longo de duas décadas, a empresa de Frandsen ajudou na erradicação da doença com 37 milhões de unidades, o que ajudou a reduzir o número de casos de doença do verme da Guiné de 3,5 milhões em 1986 para apenas 25 no ano passado. "Essa será a segunda doença erradicada na história", diz DeWitte. Hoje, a tecnologia evoluiu a ponto de um canudo filtrar todas as bactérias, parasitas e moscas de 4 mil litros de água, o bastante para manter seu dono seguro por vários anos. Versões dele já foram usadas após desastres no Haiti, Equador, Paquistão e Tailândia e a companhia que os produz já está na metade do caminho para oferecer água limpa a um milhão de estudantes no Quênia. Uma experiência no Tâmisa Para checar a tecnologia, eu testei o LifeStraw original no líquido mais nojento que pude encontrar em Londres: a água do Tâmisa. Mas exatamente quão arriscado foi isso? E por que deveríamos nos importar? "Há uma lista muito longa de patógenos no Tâmisa", diz Andrew Singer, um cientista do Centro NERC de Ecologia e Hidrologia. Quando eu falo a ele sobre o LifeStraw, ele dá risada. "Bem, seu experimento certamente irá testá-lo com precisão". Apesar de muitos de nós pensarmos que água tratada do esgoto é relativamente limpa, a realidade é bem diferente. Na verdade, uma proporção muito grande do que sai dos londrinos – cerca de 15 milhões de pessoas - acaba no Tâmisa. "A quantidade de água lá é pequena comparada ao número de pessoas, o que significa que temos menos água para diluir do que despejamos ali. Nossos rios chegam a ter entre 10% e 100% de esgoto", diz Singer. Quase sempre, trata-se de esgoto tratado, mas mesmo esse não pode ser considerado limpo. "Patógenos podem ser reduzidos em número, mas é tudo que podemos dizer com certeza", diz Singer. Os principais perigos na maioria dos rios são os parasitas Cryptosporidium e Giardia lamblia, que causam diarreia e têm esporos tão pequenos e são tão difíceis de matar que às vezes chegam à água da nossa torneira. Em vez disso, o objetivo primário do tratamento de esgoto é reduzir a quantidade de microorganismos prejudiciais e material orgânico na água, potencial exterminador de vida aquática. O esgoto também traz consigo uma dose elevada de fármacos. Um estudo de 2013 sobre tratamentos de água do mundo inteiro apontou que apenas metade das 42 substâncias presentes no esgoto, como cafeína e antibióticos, foram removidos pelos processos de tratamento. E há também todas as coisas que são despejadas nos rios quando chove: pesticidas, herbicidas, resíduos animais, pequenas quantidades de metais tóxicos como cádmio - e tudo mais que os vários patos, gaivotas e ratos de esgoto da cidade expelirem. E, por fim, há o plástico. Um estudo de 2016 encontrou cerca de 35 mil partículas de plástico em amostras tiradas do Tâmisa, a maioria de embalagens de comida e bebida. Essa poluição tem vários efeitos colaterais desagradáveis, inclusive peixes que se tornaram presas fáceis após sofrer mudança de gênero em águas contaminadas com o plástico das pílulas contraceptivas, que imitam a química do estrogênio, e antidepressivos que os deixam tontos. Os eventos de natação no Tâmisa, que geralmente têm como consequência casos de doenças em massa. "Praticamente todo vírus que já existiu na Terra está no Tâmisa", diz Singer. Mesmo se você não for irresponsável o bastante para tomar água direto de um rio, a poluição nos nossos rios pode não estar tão distante quanto gostaríamos de imaginar. Hoje, 83% da água da torneira no mundo contêm fibras plásticas, enquanto o estrogênio dissolvido poderia estar contribuindo para o declínio rápido do número de espermas nos homens. "As questões com água limpa não param no nível microbiológico", diz Alison Hill, diretor da LifeStraw. "E enquanto pensarmos que a contaminação da água é um problema do mundo em desenvolvimento, eu acredito que o que vimos nos últimos cinco anos em lugares como Flint, em Michigan (EUA) demonstra que a preocupação de ter água limpa é uma preocupação americana também". Depois de certo tempo, consegui coletar água do Tâmisa o suficiente sem cair ou ser atacada por patos. Para evitar mais olhares de desconhecidos, decidi bebê-la já no meu apartamento. Operar o canudo é fácil – basta remover as proteções de ambas as extremidades, mergulhá-la no líquido impalatável de sua escolha e usá-lo como um canudo normal. Levou alguns segundos, mas logo um fluxo de água filtrada do rio estava fluindo por ali. O veredito? Estava muito gelada e surpreendentemente refrescante. Eu achei que pude detectar notas de vegetação pantanosa, mas isso provavelmente foi a minha imaginação. E não, eu não fiquei doente.
  5. Casogonorreiapior
    Foi a primeira infecção da história que não pôde ser resolvida com o tratamento normalmente receitado. A gonorreia é causada pela bacteria Neisseria CNRI/SCIENCE PHOTO LIBRARY Um homem na Grã-Bretanha que ficou conhecido por ter sofrido "pior caso de supergonorreia da história" está curado. Médicos dizem que o paciente teve "muita sorte" e que o caso foi um "grande alerta para todos". Ele pegou a doença depois de manter relação sexual com uma mulher no Sudeste Asiático, em uma viagem no início do ano. O homem tem uma companheira britânica. Foi a primeira infecção da história que não pôde ser curada com o tratamento por antibióticos normalmente receitados. Desde então, houve dois casos similares na Austrália. A história veio à tona no mês passado. O principal tratamento com antibióticos - uma combinação de azitromicina e ceftriaxone - não foi capaz de curar a doença. Uma análise detalhada da infecção indicou que um último antibiótico poderia funcionar, e, a partir daí, o paciente foi tratado com ertapenema. A médica Gwenda Hughes, chefe da seção de infecções sexualmente transmissíveis na agência inglesa de saúde pública, disse: "Estamos felizes em comunicar que o caso da gonorreia resistente a muitas drogas foi tratado com sucesso." O órgão iniciou uma investigação para rastrear outros possíveis casos - avaliou inclusive a parceira britânica do paciente – mas diz que a superbactéria não se espalhou pela Grã-Bretanha. A agência inglesa de saúde pública, a Organização Mundial de Saúde e os Centros Europeus para o Controle de Doenças concordaram que este foi o caso mais sério de gonorreia resistente a antibióticos já detectado. Porém, outros casos semelhantes foram descobertos na Austrália. Um dos pacientes também teve relações sexuais no Sudeste Asiático, e o outro não relatou viagens internacionais. Hughes diz que os casos serão difíceis de tratar e servem como um lembrete de que a supergonorreia deve se tornar mais comum no futuro. O que é gonorreia? A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. A infecção se espalha através de sexo vaginal, oral e anal sem proteção. Os sintomas incluem uma secreção grossa amarela ou esverdeada nos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramentos entre menstruações. No entanto, infecções na vagina e no reto podem não apresentar sintomas. Uma infecção não tratada pode levar à infertilidade, inflamação pélvica e, em caso de gestação de mãe contaminada, há a chance de transmissão para o bebê. A médica Olwen Williams, presidente da Associação Britânica para Saúde Sexual e HIV, disse que o caso era um "grande alerta para todos". "Ele teve muita sorte pois ainda havia um último antibiótico que foi usado com sucesso." "Nossa preocupação é que no futuro pode não haver antimicróbios que funcionem." Williams disse ainda que as pessoas têm de se conscientizar de que os riscos de pegar superbactérias é mais alto em países que usam antibióticos com menor parcimônia. Em muitos países, é possível comprar antibióticos com facilidade – ao contrário da Grã-Bretanha e do Brasil, onde é necessária uma prescrição médica. A facilidade de acesso às drogas pode fazer com que elas sejam usadas em excesso, elevando a resistência das bactérias. Williams afirmou: "Se você fizer sexo sem proteção em qualquer lugar do mundo, faça exames ao voltar antes de transar com outros parceiros." Ela também alertou sobre o impacto de cortes de verbas a serviços de saúde num momento em que gonorreias resistentes e o crescimento de casos de sífilis causam grande preocupação mundo afora.
  6. G1 Tela Imagens Forte
    Casos da doença têm batido recorde no Estado de Victoria, ficado mais graves e atingido novas áreas. Causas e formas de prevenção ainda são, porém, desconhecidas Médicos na Austrália pediram investigação urgente para entender por que uma úlcera causada por uma bactéria comedora de carne humana tem se tornado epidêmica no Estado de Victoria. Casos de Úlcera de Buruli, uma doença de pele mais comumente encontrada na África, aumentaram 400% nos últimos quatro anos, dizem especialistas. As infecções também ficaram mais graves e se espalharam para novas áreas. Os médicos não sabem como prevenir a doença, que é causada por uma bactéria que destroi os tecidos. O Estado registrou um recorde de 275 novas infecções no ano passado, o que representa um aumento de 51% em relação a 2016. A reportagem contém imagens fortes Arte/G1 Daniel O'Brien, especialista em doenças infecciosas, afirma que casos da úlcera, provocada pela bactéria Mycobacterium ulcerans, se tornaram "assustadoramente mais comuns e mais severos" na região. Não ficou claro por que a úlcera, normalmente encontrada em áreas tropicais, apareceu no clima temperado de Victoria, disse ele. Em um texto publicado no Medical Journal of Australia, médicos pediram financiamento do governo para pesquisar a doença e suas causas. "Ninguém entende o que está acontecendo e o que está motivando esta epidemia", disse O'Brien, coautor da publicação, à BBC. "Podemos oferecer pistas, mas não um parecer definitivo. É um mistério." Só no estado de Victoria foram registrados 275 novos casos no ano passado, aumento de 51% em relação a 2016. Daniel O’Brien Ele disse que algumas teorias envolviam fatores como chuva, tipo de solo e vida selvagem. No ano passado, as autoridades encontraram vestígios da bactéria em fezes de possum, um tipo de marsupial, animal da família dos gambás. "O problema é que não temos tempo para sentar e pontificar sobre isso - a epidemia atingiu proporções assustadoras", disse ele. As úlceras são difíceis de tratar e os pacientes muitas vezes experimentam um período de recuperação entre seis e 12 meses. Muitos também precisam se submeter a cirurgia reconstrutiva, acrescentou O'Brien. No ano passado, quando já alertava sobre o surto da doença, O'Brien explicou à BBC que "a bactéria lentamente devora a pele e o tecido até ser tratada". "Quanto mais tempo você deixa, pior fica. É uma infecção progressiva e destrutiva.", diz. As autoridades de saúde de Victoria dizem ter gasto mais de 1 milhão de dólares australianos (o que corresponde a mais de R$ 2,6 milhões) em pesquisas sobre a doença, e que iniciaram campanhas educativas para aumentar a conscientização sobre o assunto. Até alguns anos atrás, infecções eram mais comumente relatadas em áreas tropicais em Queensland, com casos ocasionais em outros Estados. A doença é mais frequente na zona rural da África Ocidental, África Central, Nova Guiné, América Latina e regiões tropicais da Ásia. Em países em desenvolvimento, ela está associada a áreas úmidas e água parada, no entanto, na Austrália, os casos foram amplamente reportados em regiões costeiras.
  7. Calico Ft1
    Vice-presidente da Calico, empresa criada pelo Google para estudar o envelhecimento, ela explica que a chave pode estar no nosso sistema hormonal. Cynthia Kenyon é vice-presidente de empresa financiada pelo Google para desvendar os mistérios sobre o envelhecimento BBC Cynthia Kenyon é especialista em um setor que gera cada vez mais interesse de investidores e empresas de tecnologia. A bióloga é vice-presidente da Calico, uma empresa fundada há cinco anos pelo Google e que tem a seu dispor bilhões de dólares para investir na busca de uma resposta para um dos maiores mistérios da humanidade: o envelhecimento. Confira o vídeo. Pioneira no estudo sobre a biologia molecular envolvida nesse processo, ela descobriu em 1993 que a duplicação de um gene específico poderia duplicar o tempo de vida saudável. Com isso, mostrou que o grau de envelhecimento é, sim, suscetível a controle genético, diferentemente do que se pensava. A repórter Gabriela Torres, da BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conseguiu falar com ela e acessar o laboratório da empresa, que mantém um perfil discreto e prefere não divulgar muitos detalhes sobre suas atividades. Questão hormonal "Cavalos pequenos tendem a viver mais que cavalos grandes", explica a cientista. "Os hormônios que descobrimos afetam a expectativa de vida e também o tamanho. E se você diminuir esses hormônios durante toda a vida, o animal ficará pequeno e viverá mais. Se você reduz nos adultos, eles não serão pequenos, mas viverão mais", conta. Segundo Kenyon, não é tão simples dizer se estamos perto ou não de adiar o envelhecimento. "Se as pessoas são como animais, no sentido de que sua maquinaria molecular ainda é suscetível a intervenções, pode estar bem perto. Pode estar bem, bem perto", afirma. "Mas se somos diferentes, ou já atingimos o auge, pode demorar." Cedo ou tarde, chegaremos lá, diz a cientista. “Realmente acredito que somos capazes disso.”

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